Resenha: A Última Ceifa - O Ceifador de Anjos #3

- Trilogia Ceifador de Anjos (livro 3)
Autora: Juliete Vasconcelos 
Editora: Autor Independente
Ano: 2017
Páginas: 272

    Vincent Hughes, o colecionador de fetos, está descontrolado e sedento por vingança, seu modus operandi mudou e a escolha das vítimas também. Donna Dixon quer garantir a segurança da filha, para isso, está disposta a tudo, até mesmo a arriscar a sua vida. Christopher Lang e Ramona Hale estão prestes a encarar o seu maior pesadelo, do qual precisarão sair vivos, para fazer justiça.

    Olá minhas corujinhas, como vão vocês?
    Estão sentindo esse doce perfume, enquanto fluidos vermelhos pingam da mesa cirúrgica para o chão? E da sombra do ceifador, vemos surgir a nossa Rainha Vermelha: Ruby?

“— Ah, como adoro esse tom de pele, o contraste com o sangue é perfeito! — declarou. Enquanto os gritos de Alisha eram abafados, as lágrimas desciam abundantes em seu rosto, assim como o sangue que escorria da sua pele para os caixotes e em seguida para o chão.”


    E com essa sinistra entrada, eu abro a nossa resenha do último volume de Ceifador de Anjos: A Última Ceifa, de Juliete Vasconcelos.

    No terceiro volume desta trilogia contamos com a participação efetiva de Ruby, ou mais conhecida em outras obras como Yoko, do livro Remetentes, também da autora Juliete. Quem gosta de um crossover, assim como eu, deve estar tendo um espasmo de alegria.

    No livro Remetentes vemos Ruby sair em pune e migrar para Los Angeles, ganhando para si, mais uma participação efetiva. Onde ela encontra nessa obra... Quase que eu solto um spoiler.

    A participação de Ruby, trás para o último volume aquilo que eu vinha esperando a muito tempo, a queda da cortina de fumaças criada pela autora, onde somos induzidos a amar o vilão no volume 1, e no volume 2 a sentir pena dele.   


    O cenário se torna mais sangrento, devido ao sadismo de Ruby, como bem sabemos o sádico se sente excitado com essa prática. O que dá um ar gore às vezes no enredo, mas não chega a ser aterrorizante a Última Ceifa, pois não temos cenas perturbadoras.

    Para quem não sabe: “Splatter ou gore é um subgênero do cinema de terror. Estas películas, por meio da utilização de efeitos especiais, tendem a apresentar um interesse evidente na vulnerabilidade do corpo humano e na sua teatral mutilação.” (Wikipedia). A palavra gore pertence ao vocabulário da língua inglesa e pode ser traduzido literalmente como "sangue derramado". (Significados)


    Embora a Ruby não seja o personagem principal, a entrada dela é importante, por isso estou dando foco na personagem. Pois com a chegada dela, o modus operandi do Ceifador de Anjos muda, o fazendo sair de um assassino organizado, para desorganizado.

    Mas é claro, essa desorganização não se deve apenas a entrada da nossa Japa, mas também, ao fator estressante da Donna ter descoberto seu segredo, se separado e sumido com a sua filha Danna.

    Nesse livro vemos Donna mudar sua postura: de mãe, dona de casa e professora dedicada, ela se torna, uma caçadora. Acredito que a palavra caçadora se enquadra a Donna. Para sobreviver ela muda. Vemos uma Donna que atira, que sente ódio e está pronta para matar se for o caso.

“Donna já não sentia o recuo após os disparos, os mesmo que a jogaram para trás nas primeiras vezes em que atirou, logo que começou as suas aulas de tiros, também não ouvia o estrondo produzido toda vez que apertava o gatilho, graças ao abafador em seus ouvidos, deixando-a alheia aos ruídos de fora de seu estande.”

    O terceiro volume de Ceifador de Anjos é o meu preferido entre toda a obra. Juliete construiu um excelente criminal, fechou todas as pontas. A narração nos leva a ansiedade com a paranoia do Vincent em busca da família perfeita. É impossível não desejar esse livro autografado depois de ler a obra inteira.


Classificação


Gênero
Romance
Literatura Brasileira
Criminal


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